Socrastinadora diz…
As mulheres olvidam que não é tarefa sua, por ciúme, espantar outras mulheres, mas compreender que a caça, por vezes, apenas é irresistível aos seus próprios olhos.

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Socrastinadora …

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Tantos homens, tantas razões para dormir sozinha…ou não?

Se há coisa que um homem não tolera é o mantra advogado por várias mulheres, de que os homens são todos iguais.

Poderia ser uma coisa boa, se ao menos não fosse dita com um enfado irónico. Aquilo que ela quer dizer é: têm um GPS no sítio errado, não se preocupam, adoram ser Peter Pans, preocupam-se mais com as jornadas do clube, do que com as responsabilidades e não resistem a olhar para um par de mamas.

Vá, nem tudo nisto é mau. Aquilo que enfada uma mulher é ela, no fundo, querer poder fazer as mesmas coisas. Bem, não exactamente as mesmas.

Mas despreocupar-se, relaxar, deixar as chatices para alguém resolver, pousar os olhinhos num tronco nu aprazível e dedicar-se a não fazer nenhum. Algumas já captaram esta costela masculina e, acredito, são bastante mais felizes.

Qual o objectivo de gritarem aos sete ventos (ou postar no Facebook) que os homens não prestam, se um mês depois vão estar a dizer a toda a gente como o seu Zé é diferente e especial?

Amiga, o Zé não é assim tão especial. O Zé está apenas ainda encantado com a tua vagina e, à primeira vista, não é um tipo mau de todo. Hoje em dia, isso já não é mau. Encosta-te na cadeirinha e goza a viagem, porque se eventualmente a coisa acabar mal, pelo menos divertiste-te. Bem melhor do que ficar ressabiada e uma men-hater, certo?

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A vida corre-te melhor quando és cabra.

Começamos a vida pelos princípios que deverão reger a nossa vida. Uma coisa chamada de: princípios da educação e vivência em sociedade.

Tudo giro para xuxu, até a vida te bater à porta e perceberes que isso de ser boazinha é uma carta branca para acabares triste, só e abandonada, que nem Toy, mas sem conduzir com os joelhos – o que, devo dizer, deve ser porreiro.

Há quem morra com princípios e com a sensação que sempre foi correcto em toda a vida, mas não deverão ser mais de uma mão cheia de pessoas. As pessoas comuns erram todas, em algum momento e, bem, os outros existem também para perdoar, ou não, a nossa incapacidade de caminhar por uma linha recta de moralismo.

O problema das pessoas boas, e contra mim falo, é teres o síndrome de ir às compras sem dinheiro: ficas de nariz encostado à montra, com um ar romeno, a ver. As cabras, essas estão lá dentro a meter uns Badgley Mischka no corpinho de sereia, enquanto tu acabas de remoer uma sandes de salmão fumado, porque ouviste dizer que é cool, embora saiba mal comó caraças.

Impingem aquela ideia de que se fores boazinha vais para o céu, ou a vida é um gigante karma em que o que dás, recebes, que as pessoas boas são sempre recompensadas…quando vês sempre aquela puta da Contabilidade a tentar lixar-te a vida, o namorado que te mete os cornos com a primeira espanhola de Erasmus que conheceu no Bairro, ou és assaltada no metro depois de seres despedida.

Shit happens, e vai acontecer, quer sejas uma gaja espectacular, ou uma cabra do pior.

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O que torna um homem viril?

Para quem nasceu nos anos oitenta (olá trintões! ou lá perto), ser viril implicava: um bigode, alguns músculos, artes marciais, álcool e gajas boas aos seus pés, rendidas à sua fraca nula capacidade de argumentação.

O verdadeiro herói silencioso, de parcas palavras, que no final do dia cumpria o que havia a cumprir.

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Adiante. Hoje em dia torna-se difícil compreender o que uma mulher considera como viril, o que explica o desnorteamento do homem na conquista, achando que ser bombado e depilado é o êxtase de qualquer mulher.

Conhecem homens, dignos desse nome, que se pelem por mulheres com unhas de gel e ar de Cáte Bánesse? Pronto.

Um homem viril é aquele que sabe ser cavalheiro, mas ter atitude no timing certo. Que sabe respeitar e abusar, ou, simplificando: não é um xoninhas.

Fisicamente, alguma leve pilosidade facial é um bom indicativo que nos encontramos perante um homem e não um menino a cheirar a leitinho.

O queixo com o leve vinco, bem como uns ombros largos, normalmente fazem qualquer mulher pensar no que haverá mais de interessante ali.

Acima de tudo: os trintões de hoje em dia tinham o trabalho facilitado. Não lhes faltaram modelos, cheios de exemplos para tirarem notas e levarem a Ana Sofia do 12ºD a sonhar convosco noite e dia.

Os homens putos imberbes de hoje têm como modelos tipos que passam a tarde na clínica não+pelinho, que bebem um safari-cola e estão “tocados”, gostam de reggae e cujo objectivo de vida é surfar e extender ao máximo o RSI.

Calma, pequenos jovens que ainda resistem a este modelo, tenham esperança. Daqui a uns anos isto parecerá uma mirage e, os nerds de hoje, são os cavalheiros cobiçados de amanhã. O vosso momento vai chegar, basta começarem a tirar o pó às VHS e dedicarem-se a retirar inspiração nos sítios certos. E sim, aquela cassete que diz Danças com Lobos, é na verdade softcore da Playboy do vosso pai.

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O problema de picar o ponto.

Poderia falar de atrasos no emprego, naqueles 5 minutos tácitos em que ainda não vos olham de lado quando passam a porta de entrada, só que hoje não.

Uma relação pressupõe sexo. Há relações amorosas diferentes estranhas, em que tal facto vira platónico e ambos pensam que vivem uma relação completa e feliz, mas a mim custa-me a acreditar. O objectivo de uma relação não é apenas teres alguém que satisfaça as tuas necessidades de fazer o pino encostada à parede com um sexo oral excelente em simultâneo, mas, bem, mal não faz.

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O problema em alguns momentos é manter a regularidade do sexo. Aquela coisa que chamamos de paixão, mas que se resume a tentar superar um record pessoal quantitativo e qualitativo, enquanto partilhamos com o mundo as nossas fotos, juntos e felizes.

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Há por aí os sortudos, sim, esses que descobriram a sintonia pela partilha do QFS (quociente de frequência sexual), mas são raros, convenhamos. Na maioria, ainda que não admita, há sempre um com uma perninha mais dentro do mar da luxúria que outro.

E sim, chegámos ao tema do post: picar o ponto.

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Em que mentalmente se chega ao momento: epá, estou mesmo a ver que hoje não me safo e lá vai ter de ser. É triste? Um bocadinho, mas acordar com olheiras também é chato e existe sempre corrector para amenizar a coisa. No caso do sexo, aquele fim-de-semana no Alentejo sempre repõe a energia e dá para colocar a cama em dia.

Mas como contornar isto, senhores? Será que a tal da lingerie, kamasutra, filmes eróticos ou regabofe à la 9semanas/2 resulta? Quando comer feijão com arroz cansa, qual é a solução?

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Ainda me dizem que procuram o Holy Grail…pois eu acho que isto é bem mais importante.

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Saudades.

Vivemos a saudade a andar para trás. Com os olhos da mente, que nos permitem ver mais além daquilo que fomos, daquilo que aconteceu, das memórias que construímos, dos passos que demos, recriamos os cenários, maquilhamos o corpo e mascaramos o cenário em toda uma perfeição difícil de reproduzir ou recriar.

A saudade é aquele refúgio onde pedimos guarida quando o presente não nos chega, como se a vida não nos desse o pão à boca como gostaríamos. Nestes momentos, a saudade sopra-nos ao ouvido, fala-nos de dias felizes, de manhãs na cama nos braços dele, de loucuras de amor, de sorrisos a transbordar de corpos permanentemente a sorrir, de olhos fechados, enquanto se beijam.

Todos a temos em nós, a capacidade de sentir falta, de viver no que já foi, por instantes, ou por períodos longos demais, mas é uma indulgência que nos pode custar a felicidade na simplicidade dos dias. Aqueles em que simplesmente as coisas aconteceram, em que nada de mau se registou, em que o coração não se sobressaltou, ou, por fim, que pudéssemos recordá-lo, quando o nosso cérebro não conseguir reter todos os dias da nossa vida e oferecê-los de bandeja sobre a forma de presente.

Todos precisamos deste refúgio, deste saudosismo. Como aqueles dias de mar cinzento, em que não sabemos onde o horizonte ficou. Conseguimos ouvir as gaivotas em terra a gravar traços na areia e os nossos pensamentos ao mesmo tempo, como num diálogo que temos connosco, achando que mais alguém nos ouve.

Embora achemos que a saudade possa ser partilhada, ela é muito nossa, para ser vivida na solidão e provocar-nos o que o espírito precisa: ânimo num amor recente, certeza de um sentimento, ou a simples e só saudade daquilo que já foi e não voltará a ser.

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